Em uma aula de epsteomologia saquei do meu caderno e da minha caneta para expressar o meu cansaço físico.
É impressionante como uma jaula de chimpanzés é muito semelhante a uma sala de aula em uma faculdade. Só que chimpanzés não falam “sussa” nem “galera” ou gírias produzidas pela malhação.
Faço uma autocrítica. Seria eu um chimpanzé um pouco mais intelectualizado que os demais? Talvez sim. Afinal, melhor ser um chimpanzé um pouco intelectualizado do que um chimpanzé que faz comentários sobre a bota da professora do tipo: “ela deve ter pagado dois reais nessa bota, eu paguei trinta e nove em uma rasteirinha”.
Nunca vi tantos rostinhos bonitos, cabelos muito bem lisos, corpos muito bem desenhados e almas tão vazias. Será que estou no curso certo? Sim, tenho certeza disso. Talvez, eu esteja na jaula errada.
E se não bastasse os chimpanzés têm também os atuns, sim atuns. Atuns enlatados. É a metamorfose humana do dia-a-dia. Os Chimpanzés de alma vazia das salas de aula com preguiça de pensar somados aos atuns enlatados acomodados com o “conforto” e o preço super “baratinho” da tarifa do metrô paulistano é igual à humanos vazios, sem interesse que caminhão à passos de formiga, ou seja, chimpanzé + atum = formiga. Interessante né?!?
